O ICMS ecológico: os três E’s no plano jurídico por meio de indicadores ambientais
DOI:
https://doi.org/10.5433/1980-511X.2026.v21.45546Palavras-chave:
Extrafiscalidade, Gestão pública, ICMS-E, Indicadores ambientais, Pagamento de serviços ambientaisResumo
A sustentabilidade desenvolve uma série de abordagens que mediam o diálogo transdisciplinar entre sociedade, economia e meio ambiente. O Direito cumpre as funções de integração e de regulação nestas diferentes esferas. O Estado, com atribuição de tornar a regulação jurídica concreta, se serve de meios de fomento para estimular por meio de incentivos aos municípios. Como meio de implementação de programas políticas públicas destinados a preservação ambiental que os contemple simultaneamente, foi desenvolvido o mecanismo pagamentos de serviços ambientais, via repartição tributária, implementado por meio do ICMS-Ecológico. O presente artigo tem por objetivo descrever, identificar e relacionar as legislações que regulam as políticas públicas tributárias de pagamento de serviços ambientais por estado, relacionando os indicadores socioambientais como instrumentos de extrafiscalidade como meio de incentivo dos entes federativos, e de gestão pública destinados aos municípios para melhoria socioambiental. Para tanto, utilizou-se de metodologia bibliográfico-documental acerca do tema, com abordagem qualitativa, mapeando e analisando a implementação da extrafiscalidade, e como sistema de referência o Law and Economics. Como conclusão, foram identificados os diferentes percentuais destinados pelos entes federativos, bem como utilizam diferentes construções de indicadores para efetivação da Teoria dos Três E’s em gestão pública.
Downloads
Referências
ANA - AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Manual operativo do programa produtos de água. 2. ed. Brasília, DF: ANA, 2012. Disponível em: https//www.goo.gl/wdXssY. Acesso em: 22 ago. 2021.
ANTICO, Claudia; JANNUZZI, Paulo de Martino. Indicadores e a gestão de políticas públicas. São Paulo: FUNDAP, 2014. Disponível em: www.fundap.sp.gov.br/.../Indicadores_e_Gestao_de_Politicas_Publicas.pdf. Acesso em: 4 set.2021.
ARMIJO, Marianela. Planificación estratégica e indicadores de desempenho em el sector público. Santigo: CEPAL, 2011. Disponível em: https://www.cepal.org/es/publicaciones/5509-planificacion-estrategica-indicadores-desempeno-sector-publico. Acesso em: 12 jul. 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988. Emendas constitucionais de revisão. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 8 set. 2021.
BRASIL. Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a política de meio ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 10 nov. 2017.
BRASIL. Lei 9.985/00, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o artigo 225, § 1º, incisos I, II, III, e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2000. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm. Acesso em: 17 ago. 2021.
CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL BRASIL. Negócios em conservação. Rio de Janeiro: Conservação Internacional Brasil, 1997. Disponível em: https://www.conservation.org/brasil. Acesso em: 24 abr. 2021.
CURITIBA. Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Lei complementar 228 de 4 de dezembro de 2020. Altera dispositivo da Lei Complementar n. 59 de 1º de outubro de 1991. Curitiba: Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, 2020. Disponível em: http://portal.assembleia.pr.leg.br/.... Acesso em: 16 set. 2021.
FALCÃO, Raimundo Bezerra. Tributação e mudança social. Rio de Janeiro: Forense, 1981.
FRANCO, Decio Henrique. O ICMS ecológico como instrumento de gestão ambiental: contribuições para o estado de São Paulo. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, 2006. Disponível em: http://iepapp.unimep.br/biblioteca_digital/pdfs/2006/GNSFOFCTTKQB.pdf. Acesso em: 27 ago. 2021.
FREDRIKSSON, Per G.; MUTHUKUMARA, Mani. The rule of law and the pattern of environment protection. Washington: IMF Working Paper, 2002. Disponível em: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=879448. Acesso em: 3 set. 2020.
GARCIA, Riter Lucas Miranda. Eficiência em órgãos públicos: uma proposta de indicadores. 2008. Dissertação (Mestrado em Administração Pública) - Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas/Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/3298. Acesso em: 29 jul. 2021.
HEMPEL, W.B. A importância do ICMS Ecológico para sustentabilidade ambiental no Ceará. Revista Eletrônica PRODEMA, v.2, n.1, p. 95 a 114, 2011. Disponível em: Acesso em: 7 ago. 2021.
IBGE. Contas de ecossistemas: o uso da terra nos biomas brasileiros, 2000 a 2018. Rio de Janeiro: IBGE, [2019]. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/.... Acesso em: 21 ago. 2021.
JANNUZZI, Paulo de Martino; PATARRA, Neide Lopes. Manual para capacitação em indicadores sociais nas políticas públicas e em direitos humanos: textos básicos e guia de uso e referência do material multimídia. São Paulo: Oficina Editorial, 2006.
LEMOS, Carolina Siqueira. Gestão Pública orientada para resultados: avaliando o caso de Minas Gerais. 2009. Dissertação (Mestrado em Administração Pública) - Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2009. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace;/handle/10438/3484. Acesso em: 14 ago. 2021.
MAPBIOMAS. Mapeamentos anual do uso e cobertura da terra no Brasil. São Paulo, 2020. Disponível em: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/.... Acesso em: 17 ago. 2020.
MARTINEZ, Rayén Quiroga. Guía metodológica para desarrollar indicadores ambientales y de desarrollo sostenible em países de América Latina y el Caribe. Santiago: CEPAL, 2009.
MCINTOSHI, Robert P. The science and politics of nature conservation. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.
MORTARI, Ana Lucia. ICMS ecológico: desafio da tributação ambiental ecológica. Revista Jurídica da Procuradoria-Geral do Estado do Paraná, Curitiba, n. 6, p. 135-173, 2015. Disponível em: https://www.pge.pr.gov.br/.... Acesso em: 17 ago. 2020.
PRIEUR, Michel, MEKOUAR, Ali. Measuring effectivity of environmental law through legal indicators in the context of francophone Africa. Revista de Direitos Difusos, Florianópolis, v. 71, n. 1, p. 1-12, 2019. Disponível em: http://ibap.emnuvens.com.br/rdd/article/view/135/88. Acesso em: 3 set. 21.
PRIEUR, Michel; BASTIN, Christophe; MEKOUAR, Ali. Measuring the effectivity of environmental law: legal indicators for sustainable development. Bruxelles: PIE-Peter Lang, 2021.
RIBAS, Lídia Maria Lopes Rodrigues. Tributação como instrumento na defesa ambiental. In: TÔRRES, Heleno. Direito tributário ambiental. São Paulo: Malheiros, 2005.
RICKLEFS, Robert. E. A economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Gen Editora, 2015.
RUPPRECHT, Chiristoph; VERVOORT, Joost; BERTHELSEN, Chris; MANGNUS, Astrid; OSBORNE, Natalie; THOMPSON, Kyle; URUSHIMA, Andrea Y. F.; KÓVSKAYA, Maya; SPIEGELBERG, Maximilian; CRISTIANO, Silvio; SPRINGETT, Jay; MARSCHÜTZ, Benedikt; FLIES, Emily J.; MCGREEVY, Steven R.; DROZ, Laÿna; BREED, Martin F.; GAN, Jingchao; SHINKAI, Rika; KAWAI, Ayako. Multispecies sustainability. Global Sustainability, Cambridge, v. 3, n. 34, p. 1-12, 2020. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/journals/global-sustainability/article/multispecies-sustainability/BC40ADF1FA174AC7979C9F369C049CD4. Acesso em: 17 abr. 2020.
SANO, Hironobu; MONTENEGRO FILHO, Mário Jorge França. As técnicas de avaliação da eficiência, eficácia e efetividade na gestão pública e sua relevância para o desenvolvimento social e das ações públicas. Desenvolvimento em Questão, Ijuí, RS, v. 11, n. 22, p. 35-61, 2013.
SCOONES, Ian. New ecology and the social science: what prospects for a fruitful engagement?. Annual Review of Anthropology, Palo Alto, v. 28, p. 479-507, 1999. DOI: https://www.annualreviews.org/doi/10.1146/annurev.anthro.28.1.479
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
SILVA, Glaubécia Teixeira; SCHERER, Elenise Faria. Pagamento por serviços ecossistêmicos: limitações e equívocos dos instrumentos econômicos de valoração da natureza. Revista de Estudos Amazônicos, Manaus, v. 12, n. 1, p. 153-172, Jan./jun. 2012.. Disponível em: periódicos.ufam.edu.br/index.php/somanlu/article/view464/294. Acesso em: 27 ago. 21.
SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão de literatura. Revista Sociologias, Porto Alegre, v. 8, n. 16, p. 20-45, 2006. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/sociologias/article/view/5605. Acesso em: 17 ago. 2021.
TANSLEY, Arthur George. The use and the abuse of vegetational concepts and terms. Ecology, Washington, v. 16, n. 3, p. 284-307, 1935. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/1930070. Acesso em: 17 ago. 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista do Direito Público

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os autores cedem à Revista do Direito Público, direitos exclusivos de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Esta licença permite que terceiros façam download e compartilhem os trabalhos em qualquer meio ou formato, desde que atribuam o devido crédito de autoria, mas sem que possam alterá-los de nenhuma forma ou utilizá-los para fins comerciais. Se você remixar, transformar ou desenvolver o material, não poderá distribuir o material modificado.
Licença atribuída: CC BY NC ND e suas respectivas permissões de uso para os conteúdos da revista. Link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0





