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Artigos

Vol. 17 Núm. 34 (2024): Brasil y América Latina en la Segunda Guerra Mundial

"Las enfermedades no respetan fronteras": el proyecto de salud para las Américas durante la Segunda Guerra Mundial

DOI
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2024v17n34p515-540
Enviado
junio 30, 2024
Publicado
2024-12-31

Resumen

Este artículo tiene como objetivo analizar las acciones de salud y saneamiento desarrolladas por diferentes agencias en territorios americanos durante la Segunda Guerra Mundial. Así como el Servicio Especial de Salud Pública (SESP), otras instituciones fueron creadas en colaboración con los Estados Unidos con el fin de promover la implementación de programas sanitarios para las Américas. La conducción de estas actividades estuvo a cargo del Instituto de Asuntos Interamericanos (IAIA), el cual, liderado por representantes estadounidenses, buscaba intervenir en áreas estratégicas ricas en recursos naturales. Con el objetivo de combatir las enfermedades que proliferaban en los países de la región, se adoptó una serie de medidas, tales como: la construcción de hospitales, laboratorios, escuelas de enfermería, sistemas de abastecimiento de agua y alcantarillado, la instalación de letrinas, la formación de profesionales en el área de la salud, entre otras. Los periódicos que circulaban en la época y los documentos oficiales producidos por el SESP se encuentran entre las fuentes analizadas. La lectura y el análisis crítico de estos documentos nos permitieron comprender el esfuerzo por representar los países de América como insalubres y enfermos, y, a través de la lectura de autores que discuten el concepto de salud internacional, entender los intereses estadounidenses de proyectarse como el país hegemónico de la región mediante el desarrollo de acciones en el ámbito de la salud para el conjunto de las Américas.

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