Os Annales e a interdisciplinaridade: um balanço da historiografia polemista brasileira
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2019v12n23p773Palabras clave:
Annales, Interdisciplinaridade, Historiografia polemista, Teoria, Debates historiográficosResumen
No século XX, algumas poucas correntes ou escolas historiográficas foram tão longe e bem-sucedidas na tentativa de inscrever o diálogo com outras disciplinas como palavra de ordem das práticas e dos saberes historiográficos como a revista e a corrente inauguradas por Marc Bloch e Lucien Febvre, em 1929: os Annales. Nessas páginas, busca-se por intermédio da análise comparativa o entendimento de como a chamada historiografia polemista brasileira apresenta, compreende e aufere tratamento à relação entre os Annales das duas primeiras gerações e a interdisciplinaridade. A abordagem se concentra na releitura crítica de duas obras fundamentais e de largo alcance produzidas e publicadas no Brasil: "Escola dos Annales: a inovação em História" (Paz & Terra, 2000), de autoria de José Carlos Reis; e, "Teoria da História: a Escola dos Annales e a Nova História" (VOZES, 2012), volume V, que integra a coleção "Teoria da História", sob assinatura do historiador José D'Assunção Barros. O artigo também busca problematizá-las pela ótica da tensão entre o caráter "federalista" da História preconizada pelos Annales e o fenômeno de "tradição-ruptura".Descargas
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