Por uma história com apegos apaixonados

Autores

  • João Paulo Rossatti Universidade Federal de Mato Grosso
  • Raphaela Rezzieri

DOI:

https://doi.org/10.5433/1984-3356.2021v14n27p424

Palavras-chave:

Objetividade, Subjetividade, Apegos apaixonados, História do tempo presente.

Resumo

A História é uma ciência humana. Sendo assim, ela se equilibra sobre bases científicas (objetivas) e humanas (subjetivas). Para fazer ciência, dizem-nos, devemos conter as subjetividades que possam, por ventura, aparecer na produção textual, somente desse modo a ciência emergirá. Esse esquema aparece, de forma complexa, na história do tempo presente, mais próxima e, portanto, mais subjetiva. Isso quer dizer que a história do tempo presente é “frágil”? Isso quer dizer que a subjetividade é uma inimiga? Não! Absolutamente não! Aqui defendemos justamente o contrário: a manutenção das subjetividades para alcançar a verdade da história é essencial. Chamamos esse recurso de apegos apaixonados e, como intentamos demonstrar, esse resíduo subjetivista existe em todas as Histórias de todos os tempos.

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Biografia do Autor

João Paulo Rossatti, Universidade Federal de Mato Grosso

Mestre em Hisória pela Universidade Federal de Mato Grosso e doutorando em História pela mesma instituição.

Raphaela Rezzieri

Mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso

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Publicado

13-08-2021

Como Citar

ROSSATTI, J. P.; REZZIERI, R. Por uma história com apegos apaixonados. Antíteses, [S. l.], v. 14, n. 27, p. 424–449, 2021. DOI: 10.5433/1984-3356.2021v14n27p424. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/antiteses/article/view/39245. Acesso em: 22 fev. 2024.