A cidade de Londres nas canções da experiência de William Blake: uma interpretação das transformações ocorridas na sociedade industrial inglesa nas últimas décadas do século XVIII

Autores

  • Flavia Maris Gil Duarte Universidade Estadual de Londrina - UEL

DOI:

https://doi.org/10.5433/1984-3356.2014v7n14p469

Palavras-chave:

William Blake, Religiosidade, Sociedade industrial, Literatura, Romantismo

Resumo

Este artigo pretende analisar algumas das transformações sociais ocorridas na Inglaterra nas últimas décadas do século XVIII a partir do poema London presente na obra Songs of Innocence and of Experience do poeta e gravador William Blake, autor inserido no movimento romântico inglês. Sua obra foi marcada, como um todo, pelo pensamento místico culminando na criação de uma cosmogonia capaz de explicar, segundo o autor, a condição humana. Podemos perceber nos poemas de William Blake sua visão sobre a época em que viveu, sua interpretação da realidade pode elucidar algumas das experiências da sociedade inglesa na transição entre os séculos XVIII e XIX: que integrava o processo de industrialização, o crescente deslocamento da razão como centro do pensamento e ouvia os ecos da revolução francesa. Songs of Innocence and of Experience contém os fundamentos do pensamento desenvolvido ao longo das obras posteriores de William Blake, expressa as transformações sociais por ele vivenciadas num universo onde política, religião e arte se entrelaçam na construção de uma interpretação peculiar da formação da sociedade industrial moderna.

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Biografia do Autor

Flavia Maris Gil Duarte, Universidade Estadual de Londrina - UEL

Mestra em História Social pela Universidade Estadual de Londrina. Professora na rede municipal de Sorocaba.

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Publicado

19-12-2014

Como Citar

DUARTE, F. M. G. A cidade de Londres nas canções da experiência de William Blake: uma interpretação das transformações ocorridas na sociedade industrial inglesa nas últimas décadas do século XVIII. Antíteses, [S. l.], v. 7, n. 14, p. 469–491, 2014. DOI: 10.5433/1984-3356.2014v7n14p469. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/antiteses/article/view/18154. Acesso em: 18 maio. 2024.