Mistérios do Rio de Janeiro: em torno das Memórias de um sargento de milícias e seu público
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2013v6n11p53Palavras-chave:
Literatura Brasileira - Século XIX, Romance, Memórias de um sargento de milícias, LeitoresResumo
A representação fiel dos costumes no Brasil imperial é, em geral, a principal característica atribuída a este romance pelos estudiosos. Considerando a hipótese de um horizonte de expectativas comum a uma grande parcela de leitores do Rio de Janeiro de meados do século XIX, este artigo sugere a existência de outros significados relacionados ao romance e partilhados por seus primeiros leitores. Além da reprodução realista de personagens e situações típicas, a narrativa ofereceu também uma representação apaziguada da vida social, distante das tensões e contradições que deram sentido à experiência política de seus leitores.Downloads
Referências
BLAKE, A. V. A. Sacramento. Diccionario bibliographico brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1898.
CANDIDO, Antonio. Dialética da malandragem (Caracterização das Memórias de um sargento de milícias). Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 8, p. 67-89, 1970.
CANO, Jefferson. A política da lusofobia: partidos e identidades políticas no Rio de Janeiro (1848-1849). Lócus: Revista de História, Juiz de Fora, v.13, n. 1, jan./jun. 2007.
Correio Mercantil, 1848 -1853
Jornal do Commercio, 1849
MANÇANO, Regiane. Livros à venda: presença de romances em anúncios de jornais. 2010. Dissertação (Mestrado em Teoria e História Literária) - Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
MAZADE, Charles de. De la mémocratie em littérature. Revue dês Deux Mondes, Paris, t. 5, 1850.
O Grito Nacional, 1852
ROCHA, Débora Cristina Bondance. Bibliotheca Nacional e Pública do Rio de Janeiro: um ambiente para leitores e leituras de romance (1833-1856). 2011. Dissertação (Mestrado em Teoria e História Literária) - Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
SAINTE-BEUVE, Charles-Augustin. De la littérature industrielle. Revue des Deux Mondes, Paris, t. 19, 1839.
UM BRASILEIRO. Memórias de um sargento de milícias. Rio de Janeiro: Typographia Brasiliense de Maximiano Gomes Ribeiro, 1855. Tomo II.
VERÍSSIMO, José. Um velho romance brasileiro. In: ALMEIDA, Manuel Antonio de. Memórias de um sargento de milícias. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1978. p. 1-24.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2013 Antiteses

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Antíteses adota política de acesso aberto e incentiva a ampla circulação do conhecimento científico. Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos publicados no periódico.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material), inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente atribuída a autoria.
Ao submeter um manuscrito à revista, os autores autorizam a publicação na Revista Antíteses e concordam com a sua publicização em nosso periódico, mantendo a titularidade dos direitos autorais sobre o trabalho.
A Revista Antíteses incentiva os autores a depositarem e divulgarem seus trabalhos publicados em repositórios institucionais, repositórios temáticos, páginas pessoais ou redes acadêmicas, como forma de ampliar a visibilidade e o impacto da produção científica. Nesses casos, recomenda-se que seja preferencialmente indicado o link de acesso ao artigo diretamente na página da revista, garantindo a identificação da publicação original.
Essa política busca promover a circulação do conhecimento científico, respeitando os princípios do acesso aberto e da atribuição adequada da autoria.
A Revista Antíteses oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público contribui para a democratização do saber





