Racismo e Transexualidade: articulações interseccionais em debate
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-4842.2026.v29.53480Palavras-chave:
Racismo, Interseccionalidade, População trans, Serviço socialResumo
Este artigo propõe uma análise crítica sobre as interseções entre racismo e transgeneridade, situando o debate no campo do Serviço Social a partir das categorias marxistas e de uma perspectiva decolonial. A centralidade recai sobre a constituição da questão social e suas expressões vinculadas à exploração de classe, opressões de gênero, raça e sexualidades. Problematiza-se o modo como a sociabilidade capitalista estrutura múltiplas formas de desigualdades e violência contra corpos dissidentes, em especial corpos trans negros. Elegeu-se a pesquisa documental e bibliográfica para subsidiar as análises que as subscrevem, cujo método de análise, privilegia e é subsidiada pelas categorias do materialismo histórico-dialético e tem como objetivo contribuir para a reflexão crítica sobre a atuação profissional comprometida com os direitos humanos e com a emancipação das populações oprimidas.
Downloads
Referências
ABRAMIDES, M. B. C. (org.). Marxismo e questão étnico-racial: desafios contemporâneos. São Paulo: EDUC, 2021.
ANTRA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Dossiê dos Assassinatos e da Violência Contra Travestis e Transexuais no Brasil em 2022. São Paulo: ANTRA, 2023.
BENEVIDES, B. G. Dossiê: assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2023. Brasília, DF: ANTRA, 2024.
BENTO, B. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. São Paulo: Garamond, 2006.
CFESS – CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília: CFESS, 2021.
CHAUÍ, M. Sobre a violência. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.
CISNE, M.; SANTOS, S. M. M. Feminismo, diversidade sexual e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 2018. (Biblioteca Básica de Serviço Social, v. 8)
COLLINS, P. H. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.
COLLINS, P. H.; BILGE, S. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2021.
CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos feministas, Florianópolis, ano 10, n. 1, jan. 2002.
DAVIS, Â. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
FERNANDES, F. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Ática, 1978.
FERREIRA, G. G.; IRINEU, B. A. Diversidade sexual e de gênero e marxismo. São Paulo: Cortez, 2024. (Biblioteca Básica de Serviço Social).
GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92-9,3 p. 69-82, jan./jun. 1988.
HARVEY, D. O novo imperialismo. São Paulo: Loyola, 2004.
IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 2008.
LUGONES, M. Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, p. 935-952, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/ref/a/QtnBjL64Xvssn9F6FHJqnzb/?format=html&lang=pt. Acesso em: 17 mar. 2026.
MARX, K. O capital: crítica da economia política. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2011.
MBEMBE, A. Necropolítica. São Paulo: n-1 edições, 2018.
NETTO, J. P. Transformações societárias e Serviço Social no Brasil. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 50, p. 87-132, 1996.
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
SANTOS, T. A. A. Violência econômica e extra econômica: uma análise das violências contra travestis e transexuais na cidade de São Paulo. 2023. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2023.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Adeildo Vila Nova, Thiago

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Respeitará, no entanto, o estilo de escrever dos autores. Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos autores, quando necessário. Nesses casos, os artigos, depois de adequados, deverão ser submetidos a nova apreciação. As provas finais não serão encaminhadas aos autores. Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista Serviço Social em Revista, ficando sua reimpressão total ou parcial sujeita a autorização expressa da revista. Em todas as citações posteriores, deverá ser consignada a fonte original de publicação, no caso a Serviço Social em Revista. As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.




