Hoje tem espetáculo? Tem sim sinhô: o Circo da Alegria de Toledo-PR como atividade educativa emancipatória
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-4842.2026.v29.52875Palavras-chave:
Educação popular, Circo social, Arte-educação, Direitos, EmancipaçãoResumo
Este estudo visa compreender o circo social como uma metodologia para o alcance da educação emancipatória. De natureza qualitativa e exploratória, ancorado na pesquisa documental e de campo, analisa-se os fundamentos da educação popular, situando o circo no contexto socio-histórico como manifestação de vivência, sobrevivência e resistência na sociabilidade capitalista. Parte-se, aqui, do princípio de que a educação não é homogênea e que é no processo de reprodução de si mesma que deixa espaços intermitentes e descontínuos, os quais, ao serem movimentados pelas contradições entre as classes sociais, possibilitam a realização de atividades educativas emancipatórias, como a arte-educação e nela, o circo social. Focaliza-se aqui, o Circo da Alegria de Toledo, no Paraná, analisando suas ações junto às classes populares e em comunidades acometidas por um conjunto de desigualdades sociais que demandam intervenção contínua e sistemática do Estado, por meio de serviços sociais que mitiguem as situações de pobreza, violência e violação de direitos. Concomitantemente, contribui-se para a consolidação e fortalecimento do circo social no Brasil, o qual produz saberes e práticas que combinam e partilham a transmissão da tradição cultural da arte circense à dimensão socioeducativa, como uma ferramenta metodológica de caráter emancipatório.
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