Direito à cidade, novas pautas e personagens em cena em Belo Horizonte-MG no século XXI
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-4842.2026.v29.52679Palavras-chave:
Direito à cidade, Movimentos sociais, Atores coletivos, Repertórios de ação coletiva, InterseccionalidadeResumo
O artigo tem por objetivo mapear - de forma panorâmica e não exaustiva - os movimentos sociais e coletivos atuantes em Belo Horizonte que remetem à perspectiva de direito à cidade, analisando suas pautas e repertórios de ação coletiva nas duas primeiras décadas do século XXI, marcadas por insurgências e ativismos. Como lastro teórico, discute-se o conceito polissêmico de direito à cidade, estabelecendo um diálogo com a noção de interseccionalidade, em uma chave mais ampla que considera a dimensão socioespacial. A metodologia empregada, de natureza qualitativa e cunho exploratório, apoia-se em revisões bibliográficas e levantamentos documentais. O trabalho aponta para a ampliação e reconfiguração do tecido movimentalista, identificando uma pluralidade de atores coletivos despontam em cena, de novos atores a outros que se reorganizam: as insurgências e movimentos culturais; os movimentos e coletivos associados às novas ocupações urbanas; voltados para questões ambientais e urbanas; de gênero, diversidade, raça e interseccionalidade. Os movimentos e coletivos recorrem aos diversos repertórios de ação, com proeminência de formas de ação direta; desafiam e resistem às diversas formas de opressão e ao modo de gestão da cidade pautado no empresariamento urbano; ressignificam o cotidiano e os espaços públicos, desvelando múltiplas matizes do direito à cidade.
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