Incidência e desfechos de fraturas em aves de rapina admitidas em três centros de reabilitação de fauna no sul do Brasil (2018–2024)
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Palavras-chave

Membro torácico
Rapinantes
Reabilitação de fauna silvestre
Trauma
Úmero.

Como Citar

Morel, A. P., Rösler, M. L., Souza, A. J. F. de, Depelegrin, C., Giani, D., Prusch, F., … França, R. T. (2026). Incidência e desfechos de fraturas em aves de rapina admitidas em três centros de reabilitação de fauna no sul do Brasil (2018–2024). Semina: Ciências Agrárias, 47(2), 465–482. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2026v47n2p465

Resumo

As aves de rapina desempenham um papel crucial nos ecossistemas como predadores de topo, tornando sua conservação essencial para o equilíbrio ambiental. No entanto, enfrentam inúmeras ameaças, sendo o trauma a principal causa de admissão em centros de reabilitação. Este estudo teve como objetivo caracterizar os casos de fraturas em aves de rapina admitidas em três centros de reabilitação de fauna no sul do Brasil, descrevendo sua ocorrência e distribuição de acordo com idade, estação do ano, tipo de fratura, localização anatômica e desfechos clínicos. Dados de três centros no Rio Grande do Sul, Brasil, foram compilados de 2018 a 2024, incluindo espécie, idade, estação do ano, motivo da admissão e desfecho. Um total de 605 aves admitidas por trauma foi avaliado, das quais 265 (43,8%) apresentaram uma ou mais fraturas. A proporção de fraturas foi de 51,7% no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NU), 50,9% no Zoológico Municipal de Canoas (ZC) e 37,2% na Clínica Veterinária Toca dos Bichos (TB). Sendo, o úmero o osso mais afetado nos membros torácicos (32,84%), o fêmur nos membros pélvicos (27,54%) e o bico no segmento cabeça-tronco com 36,36%. A ordem Strigiformes foi a mais afetada em todas as instituições. Adultos representaram a maioria dos casos (63,4%), seguidos por juvenis (24,9%) e filhotes (6,0%). Fraturas abertas, frequentemente associadas a pior prognóstico, representaram 45,1% no NU, 12,5% no ZC e 14,8% no TB. Os membros torácicos foram os mais frequentemente acometidos, especialmente o úmero. A estação do verão apresentou o maior número de admissões (30,1%). No geral, 196 das 265 aves (74,0%) morreram ou foram eutanasiadas, com maior frequência em casos envolvendo fraturas abertas. Esses achados destacam a necessidade de melhor documentação das fraturas e enfatizam medidas preventivas para reduzir lesões relacionadas a trauma, contribuindo para melhores estratégias de manejo e reabilitação de aves de rapina.

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2026v47n2p465
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