Resumo
Objetivou-se determinar a ocorrência da Babesia canis vogeli através da detecção molecular e parasitológica em cães de Recife, Pernambuco e avaliar os fatores de risco associados. Foram atendidos 146 cães de ambos os sexos, variadas raças e idades que apresentaram sinais clínicos sugestivos de babesiose provenientes dos atendimentos clínicos de um Hospital Escola Veterinário. O sangue foi obtido através de venopunção para a realização da pesquisa de hemoparasitas e da reação em cadeia pela polimerase (PCR). O DNA foi extraído de cada amostra a partir de uma alíquota de 200?l de sangue com anticoagulante, utilizando-se o kit comercial. Para a reação da B. canis vogeli, foram utilizados oligonucleotídeos iniciadores que amplificam aproximadamente 590 pares de base. Os primers, BAB1 (5'-GTG AAC CTT ATC ACT TAA AGG-3') são específicos para uma região conservada do gene 18S rRNA de Babesia spp., e o anti-senso BAB4 (5'-CAA CTC CTC CAC GCA ATC G-3'). O porcentual de infecção foi de 4,8% pela PCR. Na análise estatística descritiva dos dados verificou-se que houve uma maior frequência de cães positivos machos, acima de dois anos, com raça definida, provenientes de área rural, domiciliados e com a presença de carrapatos. Conclui-se que independente do tipo de fator de risco, a babesiose encontra-se disseminada em Recife, Pernambuco e sua prevalência não variou em relação à maioria das regiões do Brasil. A PCR demonstrou ser um exame sensível frente ao parasitológico sanguíneo, devendo ser introduzida na rotina clínica.

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