Revisão da Teoria da Gestalt a partir da Teoria dos Sistemas enquanto instrumento de interpretação de peças gráficas
DOI:
https://doi.org/10.5433/2236-2207.2026.v17.n1.51198Palavras-chave:
Design gráfico, Gestalt, Teoria dos sistemasResumo
O presente artigo analisa a pertinência crítica do uso da Gestalt como teoria da percepção no campo da comunicação visual pelo questionamento de sua validade científica e de sua universalidade supra-histórica. Neste contexto, entre outros, focalizamos o artigo de Marcelo Santos, no qual argumenta sobre sua limitação epistemológica, além de abordar a influência das contribuições das obras de Rudolf Arnheim e Donis Dondis para a difusão da Gestalt dentro do campo científico do Design. Em contraponto a essa base de pensamento cartesiano, referência científica de Santos, propõe-se uma visão de pensamento científico a partir da teoria dos sistemas a fim de reorientar o entendimento da produção e da leitura de peças gráficas. Amparados na conceituação de Humberto Maturana e Francisco Varela, a partir de Fritjof Capra, fundamentada em conceitos como autopoiese e cognição, essa teoria enfatiza a interconexão e interdependência dos elementos visuais em diferentes níveis e contextos. Essa teoria destaca ainda a importância de considerar o ambiente e os "subsistemas sociais" na inteligibilidade da comunicação visual. Deste modo, poderíamos utilizar a teoria perceptiva da Gestalt em um contexto maior, mais flexível, mutante e autogestionado, oferecendo possibilidades mais amplas e variadas tanto de produção como de interpretação da comunicação visual.
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