Territorialização Escolar do Projeto Político-Pedagógico: gestão democrática e formação continuada como formas de resistência docente
DOI:
https://doi.org/10.5433/2447-1747.2026v35n2p173Palavras-chave:
Geografia da Educação, formação de professores, território escolar, gerencialismo, Autonomia DocenteResumo
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) organiza práticas educativas, orienta a gestão democrática e explicita a identidade e a intencionalidade formativa da escola. Para a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), sua elaboração, pela comunidade escolar, deve incorporar as necessidades formativas dos estudantes e as especificidades socioterritoriais do contexto em que a escola se insere. Neste artigo, o PPP é analisado na interface entre Formação de Professores e Geografia da Educação, entendendo a gestão democrática como fenômeno territorial marcado por disputas de escala decisória e pela relação escola-comunidade. Analisa-se também sua atualização diante de políticas curriculares centralizadoras, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em uma escola de Foz do Iguaçu-PR. Os resultados reforçam a necessidade de formações continuadas voltadas à participação docente e à leitura crítica do território escolar, com implicações para o trabalho e a autonomia docente. A descentralização do PPP na escola pode fortalecer a autonomia pedagógica e a capacidade de inscrever no currículo as singularidades locais, enquanto processos de centralização e padronização tendem a deslocar a decisão para outras escalas, desterritorializando saberes e práticas locais.
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