Orientación sexual y desigualdades salariales para minorías múltiples en Brasil: las consustancialidades relevantes
DOI:
https://doi.org/10.5433/2317-627X.2025.v13.51327Palabras clave:
discriminación salarial, ingresos, orientación sexual, minorías múltiplesResumen
Este artículo tiene como objetivo investigar las repercusiones salariales de la orientación sexual homoafectiva y las minorías múltiples de género y color en Brasil. Para ello, se utilizaron los microdatos del Censo Demográfico de 2010 y se realizaron descomposiciones de Oaxaca (1973) y Blinder (1973), junto con descomposiciones cuantílicas de Koenker y Basset (1978). Los resultados muestran que, en general, los trabajadores autodeclarados homosexuales son más jóvenes, escolarizados, formalizados y urbanos, trabajan en comercio, servicios y ocupaciones calificadas, y tienen salarios más altos en comparación con los heterosexuales. Las desigualdades salariales por orientación sexual se explican principalmente por las características productivas de los trabajadores, más favorables para los gays blancos, y por la discriminación positiva hacia los homosexuales, especialmente beneficiosa para las lesbianas blancas. La raza no blanca incrementa el beneficio derivado de la homosexualidad en hombres, pero lo reduce en mujeres. Los mayores beneficios por discriminación salarial positiva ocurren en los niveles salariales más altos para homosexuales. Sin embargo, al intersectar minorías (género femenino, raza no blanca y homosexualidad), se confirma una discriminación salarial negativa para lesbianas no blancas, que se intensifica en los cuantiles superiores de la distribución salarial en Brasil.
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