A Revolução dos Marinheiros
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2010v3n0p75Palavras-chave:
Política, Representações, Militares, Marinheiros, Revolução, RepúblicaResumo
Este artigo discute o movimento dos marinheiros de 1910, procurando caracterizá-lo como um momento da Revolução Republicana no Brasil. Trata-se de compreender os significados e sentidos que se apresentam no documento de reivindicações apresentado pelos Marinheiros ao governo Hermes da Fonseca, reconstruindo a sua historicidade no contexto do início da República. De fato, é neste momento que termos como "cidadãos" e "republicanos" estão adquirindo um sentido contemporâneo, em suas implicações sociais e políticas, assim como a idéia de direitos. Dois aspectos caracterizam este movimento revolucionário: a) a constituição do grupo que se autodenomina cidadãos portadores de direitos e b) a própria idéia do direito de ter direitos que fundamenta o movimento.Downloads
Referências
ARENDT, Hannah. Sobre a violência. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
BRASIL. Introdução do relatório apresentado ao Sr. Ministro da Marinha pelo Contra Almirante Raymundo Furtado de Mendonça, Chefe do Estado Mario da Armada em maio de 1911, 1912.
BRASIL. Ministério da Marinha. Relatório apresentado ao Pres. Da República dos Estados Unidos do Brazil, em Maio de 1911. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1911.
CÂNDIDO João; SILVA, Hélio. Entrevista concedida por João Cândido à Hélio Silva. Rio de Janeiro: Museu da Imagem e do Som, 1968. Transcrição por Jose Miguel Arias Neto.
CUNHA, H. P. A revolta na esquadra brasileira em novembro e dezembro de 1910. Separata da Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, 1953.
FREITAG, B.; ROUANET, S. P. Habermas: sociologia. São Paulo: Ática, 1980.
JANOTTI, Maria de L. M. Os subversivos da República. São Paulo: Brasiliense, 1986.
LEÃO, Joaquim M. B. Correspondência do ministro Joaquim M. B de Leão ao Dr. Clovis Beviláqua. 26/04/1911.
MAESTRI FILHO, Mário. 1910: A revolta dos marinheiros - uma saga negra. São Paulo: Global, 1982.
MARTINS, Hélio Leôncio. A revolta dos marinheiros de 1910. São Paulo/Rio de Janeiro: Editora Nacional/Serviço de Documentação da Marinha, 1988.
MARX, K; ENGELS, F.; LENIN, V. I. Escritos militares. São Paulo: Global, 1981.
MOREL, Edmar. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986. (first issue is from 1958).
NASCIMENTO, Álvaro Pereira do. Marinheiros em revolta: recrutamento e disciplina na Marinha de Guerra (1880-1910). 1997. Dissertação (Mestrado) - IFCH-UNICAMP, 1997.
PAULO, Benedito. A revolta de João Cândido. Porto Alegre: Independência, 1943.
SILVA, Marcos Antônio da. Contra a chibata: marinheiros brasileiros em 1910. São Paulo: Brasiliense, 1982.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2010 Antíteses

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Antíteses adota política de acesso aberto e incentiva a ampla circulação do conhecimento científico. Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos publicados no periódico.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material), inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente atribuída a autoria.
Ao submeter um manuscrito à revista, os autores autorizam a publicação na Revista Antíteses e concordam com a sua publicização em nosso periódico, mantendo a titularidade dos direitos autorais sobre o trabalho.
A Revista Antíteses incentiva os autores a depositarem e divulgarem seus trabalhos publicados em repositórios institucionais, repositórios temáticos, páginas pessoais ou redes acadêmicas, como forma de ampliar a visibilidade e o impacto da produção científica. Nesses casos, recomenda-se que seja preferencialmente indicado o link de acesso ao artigo diretamente na página da revista, garantindo a identificação da publicação original.
Essa política busca promover a circulação do conhecimento científico, respeitando os princípios do acesso aberto e da atribuição adequada da autoria.
A Revista Antíteses oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público contribui para a democratização do saber





