Ser Professor de História em tempos difíceis: início de um processo formativo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1984-3356.2018v11n22p505

Palavras-chave:

Humanismo, Educação histórica, Formação de professores, Profissionalismo gerencialista, Profissionalismo democrático

Resumo

A realidade presente partilha uma narrativa histórica que parece estar muito centrada no que nos distingue. A humanidade parece ser definida mais pelo que a separa do que pelo que a une, pelo que existe em comum. Partilhando-se a necessidade de um novo olhar acerca do ser humano e da concepção que a História é transformativa e permite a complexificação da compreensão do mundo considerou-se relevante compreender como um processo de formação pode contribuir para o desenvolvimento profissional e pensamento histórico de futuros professores de História, alunos de mestrado de formação profissionalizante. Propõem-se a análise das ideias que emergiram de uma tarefa inicial proposta e realizada por vinte alunos, futuros professores de História, tendo-se em vista o desafio destas ideias ao longo do processo de formação, e numa lógica longitudinal, acompanhar o desenvolvimento profissional e do pensamento histórico destes alunos. Emergiram ideias que se pautam por uma lógica de profissionalismo gerencialista e de perspetivar a História como o campo que forma cidadãos. Estas ideias sugerem estar em rota com demandas externas veiculadas por entidades e agendas políticas.

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Biografia do Autor

Marilia Gago, Universidade do Minho

Doutora em Educação pela Universidade do Minho. Professora Auxiliar Convidada da Universidade do Minho, Portugal. Investigadora do CITCEM, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

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Publicado

30-01-2019

Como Citar

GAGO, M. Ser Professor de História em tempos difíceis: início de um processo formativo. Antíteses, [S. l.], v. 11, n. 22, p. 505–515, 2019. DOI: 10.5433/1984-3356.2018v11n22p505. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/antiteses/article/view/35764. Acesso em: 19 jun. 2024.

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