Levantes religiosos e o combate ao diabo: concepções e práticas sociais no Norte da África entre os séculos IV e V
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2014v7n14p539Palavras-chave:
Norte da África, Perseguição, Conflitos religiosos, Práticas sociais, Antiguidade tardiaResumo
O objetivo desse trabalho é compreender como os cristãos do Norte da África se utilizaram da metáfora de "combate ao diabo" no contexto das disputas pelo poder nas cidades norte-africanas entre o final do século IV e início do século V. Procuramos compreender como os cristãos, que vivenciaram as perseguições empreendidas pelo governo romano, conceberam o martírio como um combate contra as forças demoníacas. Mas, também, como essas concepções foram reelaboradas em um processo de construção de uma memória cristã da violência, após a paz de Constantino. A partir da análise das Atas dos Mártires e dos escritos de Agostinho de Hipona buscamos identificar como o discurso em torno da memória cristã é construído, e em quais momentos específicos as memórias da violência são ativadas. Por fim, buscamos a partir de estudos específicos das ações violentas cometidas pelos grupos religiosos rivais, entender como grupos distintos se utilizaram da metáfora de combate ao diabo para justificar as práticas coletivas no contexto dos conflitos religiosos que se estenderam pelas cidades norte-africanas entre os séculos IV e V.Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2014 Antíteses

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Antíteses adota política de acesso aberto e incentiva a ampla circulação do conhecimento científico. Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos publicados no periódico.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material), inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente atribuída a autoria.
Ao submeter um manuscrito à revista, os autores autorizam a publicação na Revista Antíteses e concordam com a sua publicização em nosso periódico, mantendo a titularidade dos direitos autorais sobre o trabalho.
A Revista Antíteses incentiva os autores a depositarem e divulgarem seus trabalhos publicados em repositórios institucionais, repositórios temáticos, páginas pessoais ou redes acadêmicas, como forma de ampliar a visibilidade e o impacto da produção científica. Nesses casos, recomenda-se que seja preferencialmente indicado o link de acesso ao artigo diretamente na página da revista, garantindo a identificação da publicação original.
Essa política busca promover a circulação do conhecimento científico, respeitando os princípios do acesso aberto e da atribuição adequada da autoria.
A Revista Antíteses oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público contribui para a democratização do saber





