APLs no Brasil: modelos internacionais, políticas nacionais e desafios territoriais no Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/got.2026.v12.53112

Palavras-chave:

Arranjos Produtivos Locais, Desenvolvimento local, Geografia Econômica

Resumo

Este artigo analisa a trajetória dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) no Brasil, destacando suas origens teóricas — como os distritos industriais italianos e os clusters norte-americanos — e a posterior incorporação às políticas públicas nacionais a partir da década de 1990. Por meio de revisão bibliográfica e análise documental, discute-se a construção do modelo no contexto brasileiro e seus desdobramentos territoriais, com ênfase na experiência paranaense. O conceito de geograficidade é mobilizado para refletir sobre os limites e potencialidades dos APLs enquanto estratégias de desenvolvimento regional territorializado. A partir do caso do APL de tricot de Imbituva-PR, problematiza-se a efetividade do modelo diante de desafios como a descontinuidade institucional e a fragilidade da governança local. Mais do que oferecer uma avaliação conclusiva, o artigo propõe uma agenda aberta de investigação e reforça a necessidade de estudos empíricos atualizados que avaliem os efeitos concretos dos APLs validados no Paraná há quase duas décadas. Ao fazê-lo, busca contribuir com a produção de diagnósticos críticos e subsidiar a formulação de políticas públicas mais sensíveis às especificidades territoriais, frente aos novos desafios socioeconômicos, tecnológicos e ambientais que atravessam o país.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Zaqueu Luiz Bobato, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Professor Formador no curso de Geografia Licenciatura UAB da Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG. Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Paraná-UFPR. Mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG. Graduado em Geografia Licenciatura pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) campus Irati-PR.

Luiz Alexandre Gonçalves Cunha, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Professor Associado C da Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG-Paraná. Atua nos cursos de graduação (licenciatura e bacharelado) em Geografia e nas pós-graduações em Geografia e Ciências Sociais Aplicadas da UEPG. Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro-UFRRJ. Mestrado em História do Brasil (área de concentração Econômica) pela Universidade Federal do Paraná-UFPR. Graduação em Geografia (licenciatura e bacharelado) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro-UERJ.

Referências

BARQUERO, Antonio Vázquez. Desenvolvimento local: novas dinâmicas na acumulação e regulação do capital. Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 221-241, 1995. Disponível em: https://revistas.planejamento.rs.gov.br/index.php/ensaios/article/view/1752/2120. Acesso em: 28 abr. 2025.

BOBATO, Zaqueu Luiz. A implementação das políticas públicas territoriais na perspectiva de arranjos produtivos locais: um enfoque mediante a complexidade do APL de tricot de Imbituva-PR. 2012. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2012. Disponível em: https://tede2.uepg.br/jspui/bitstream/prefix/554/1/ZaquelLuizBobato.pdf. Acesso em: 16 abr. 2025.

BOBATO, Zaqueu Luiz; SILVA JUNIOR, Roberto França da. Desenvolvimento local no arranjo produtivo local de malhas de tricô de Imbituva-PR. Revista Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 13, n. 43, p. 244-254, out. 2012. DOI: https://doi.org/10.14393/RCG134316779. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/16779/10530. Acesso em: 13 fev. 2025.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF. Disponível em: < https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 13 jan. 2025.

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais - GTP APL. Manual de apoio aos arranjos produtivos locais. Brasília: MDIC, 2007.

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Observatório APL: APLs brasileiros. Brasília: MDIC, 2025. Disponível em: <https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/portais-desconhecidos/observatorioapl/apls-brasileiros>. Acesso em: 16 abr. 2025.

BRASIL. Portaria Interministerial nº 200, de 2 de agosto de 2004. Institui o Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais - GTP APL. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 4 ago. 2004. Disponível em: <https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/portais-desconhecidos/observatorioapl/biblioteca-apl/portarias-e-decretos/portaria_no_200_2004-mdic_-_instituicao_do_gtp_apl.pdf>. Acesso em: 16 abr. 2025.

BRASIL. Presidência da República. Plano plurianual 2004-2007: Brasil de todos. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: https://www.gov.br/planejamento/pt-br/assuntos/planejamento/plano-plurianual/copy_of_arquivos/planos-plurianuais-anteriores/ppa-2004-2007/mensagem-presidencial-ppa-2004-2007.pdf. Acesso em: 18 abr. 2025.

COSTA, Eduardo José Monteiro da. Arranjos Produtivos Locais, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional. Brasília: Ministério da Integração Nacional; Governo do Estado do Pará, 2010.

DALLABRIDA, Valdir Roque. Desenvolvimento regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não? 1. ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2010.

DOWBOR, Ladislau; POCHMANN, Marcio. Prefácio. In: DOWBOR, Ladislau. Políticas para o desenvolvimento local. São Paulo: editora Fundação Perseu Abramo, 2008.

HISSA, Hélio Barbosa. Distritos industriais (ou clusters) como estratégia de desenvolvimento econômico local para o Brasil. 26 fev. 2008. Disponível em: https://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_3134/artigo_sobre_distritos-industriais--ou-clusters--como-estrategia-de-desenvolvimento-economico-local-para-o-brasil. Acesso em: 16 abr. 2025.

IGLIORI, Danilo Camargo. Economia dos clusters industriais e desenvolvimento. São Paulo: Iglu/FAPESP, 2001.

IPARDES. Relatório de Identificação e Tipologia dos Arranjos Produtivos Locais. 2006. Disponível em: https://www.ipardes.pr.gov.br/sites/ipardes/arquivos_restritos/files/documento/2020-03/RP_apl_identificacao_tipologia_2006.pdf. Acesso em: 16 abr. 2025.

MARSHALL, Alfred. Princípios de economia: tratado introdutório. Tradução de Rômulo Almeida e Ottolmy Strauch. Introdução de Ottolmy Strauch. São Paulo: Nova Cultural, 1996. (Os Economistas. Volume I).

PORTER, Michael E. A Vantagem Competitiva das Nações. Rio de Janeiro: Campus, 1989.

REDESIST - Rede de Pesquisa em Sistemas Produtivos e Inovativos Locais. Quem somos. Rio de Janeiro: Instituto de Economia da UFRJ, 2025. Disponível em: <https://www.redesist.ie.ufrj.br/>. Acesso em: 16 abr. 2025.

SANTOS, Fabiana; CROCCO, Marco; SIMÕES, Rodrigo. Arranjos produtivos locais informais: uma análise de componentes principais para Nova Serrana e Ubá - Minas Gerais. In: Anais do X Seminário sobre a Economia Mineira, 2002. Disponível em:

http://www.cedeplar.ufmg.br/diamantina2002/textos/D30.PDF. Acesso em: 18 abr. 2011.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (Sebrae). Termo de referência para a atuação do sistema Sebrae em arranjos produtivos locais. Julho de 2003.

Downloads

Publicado

16-04-2026

Como Citar

Bobato, Z. L., & Cunha, L. A. G. (2026). APLs no Brasil: modelos internacionais, políticas nacionais e desafios territoriais no Paraná. Geographia Opportuno Tempore, 12(1), e53112. https://doi.org/10.5433/got.2026.v12.53112