APLs no Brasil: modelos internacionais, políticas nacionais e desafios territoriais no Paraná
DOI:
https://doi.org/10.5433/got.2026.v12.53112Palavras-chave:
Arranjos Produtivos Locais, Desenvolvimento local, Geografia EconômicaResumo
Este artigo analisa a trajetória dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) no Brasil, destacando suas origens teóricas — como os distritos industriais italianos e os clusters norte-americanos — e a posterior incorporação às políticas públicas nacionais a partir da década de 1990. Por meio de revisão bibliográfica e análise documental, discute-se a construção do modelo no contexto brasileiro e seus desdobramentos territoriais, com ênfase na experiência paranaense. O conceito de geograficidade é mobilizado para refletir sobre os limites e potencialidades dos APLs enquanto estratégias de desenvolvimento regional territorializado. A partir do caso do APL de tricot de Imbituva-PR, problematiza-se a efetividade do modelo diante de desafios como a descontinuidade institucional e a fragilidade da governança local. Mais do que oferecer uma avaliação conclusiva, o artigo propõe uma agenda aberta de investigação e reforça a necessidade de estudos empíricos atualizados que avaliem os efeitos concretos dos APLs validados no Paraná há quase duas décadas. Ao fazê-lo, busca contribuir com a produção de diagnósticos críticos e subsidiar a formulação de políticas públicas mais sensíveis às especificidades territoriais, frente aos novos desafios socioeconômicos, tecnológicos e ambientais que atravessam o país.
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