Acidentes ofídicos no Marajó Ocidental (Pará, Brasil): tendências e perfil epidemiológico de 2007 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0367.2026v47n1p37Palavras-chave:
Serpentes peçonhentas, Ecossistema Amazônico, Saúde pública, EpidemiologiaResumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos acidentes ofídicos em Breves, na Ilha do Marajó (Pará, Brasil), entre 2007 e 2022. Métodos: Estudo com delineamento descritivo e retrospectivo, com dados provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram realizadas análises descritivas para identificar padrões e frequências das variáveis analisadas, que incluíram o sexo e a faixa etária dos acidentados, tipo de serpente envolvida, tempo decorrido entre o acidente e o atendimento hospitalar, classificação da gravidade do caso e evolução do quadro clínico da vítima. Resultados: Dos 3.113 casos registrados para o período, os meses entre janeiro e março foram os de maior incidência. A maioria das vítimas era composta por homens de 20 a 39 anos, e 81% dos acidentes envolveram serpentes do gênero Bothrops. Cerca de 27,6% dos pacientes foram atendidos entre 3 e 6 horas após a picada e 20,7% entre 6 e 12 horas. Os casos foram classificados como leves (40,3%), moderados (48,0%) e graves (10,6%), com taxa de cura superior a 94%. Registraram-se 15 óbitos diretamente atribuídos ao acidente (0,5%). Conclusão: O município apresentou alta incidência de acidentes ofídicos, o que destaca a necessidade de fortalecer ações de educação em saúde, especialmente em áreas mais vulneráveis. A prevenção efetiva resulta da integração entre educação, infraestrutura adequada e valorização da biodiversidade.
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