Abstract
Grande parte do plantio da cultura do eucalipto no Brasil encontra-se em área de solo de baixa fertilidade, com pouca disponibilidade de fósforo (P) e potássio (K), e baixo teor de matéria orgânica (M.O.), o que implica em baixo fornecimento de nutrientes à planta, refletindo diretamente na redução da produtividade. Neste sentido, objetivou-se avaliar a adubação nitrogenada, fosfatada e potássica no crescimento das plantas de eucalipto visando equilíbrio nutricional e alta produtividade. O experimento foi executado na Fazenda Renascença, fundo agrícola administrado pela Cargill Agrícola S/A, localizado no município de Três Lagoas/MS. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com dez tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos foram constituídos por doses de nitrogênio (N) (0, 70, 105 e 140 kg ha-1), doses de P (0, 40, 70 e 100 kg ha-1 de P2O5) e doses de K (0, 90, 135 e 180 kg ha-1 de K2O). As doses de N e K foram aplicadas no plantio e em cobertura e as doses de P somente no plantio. Foram avaliados: o diâmetro à altura do peito (DAP), a altura de plantas, o volume de madeira com casca e determinados as concentrações de macronutrientes nas folhas. O DAP e o volume foram influenciados positivamente pela fertilização nitrogenada, já o crescimento do eucalipto em DAP, a altura e o volume aumentaram com a adubação fosfatada e potássica. A máxima produtividade do eucalipto aos 21 meses de idade foi obtida com aplicação de 71 kg ha-1 de N, 100 kg ha-1 de P2O5 e 125 kg ha-1 de K2O. As concentrações dos macronutrientes estiveram adequadas mesmo na ausência da aplicação de N, P e K. Com o aumento das doses de K houve incremento das concentrações foliares de K e diminuição das de cálcio e magnésio.

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