Soroprevalência da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) canina e fauna de Flebotomíneos (Diptera: Psychodidae) em Bela Vista do Paraíso, Paraná
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2011v32n3p1083Palavras-chave:
Leishmania sp., Cães, Sorologia, IFI, ELISA, Lutzomyia.Resumo
O trabalho teve como objetivo determinar a soroprevalência da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) canina no município de Bela Vista do Paraíso, Paraná, comparar as técnicas de imunofluorescência indireta (IFI) e ensaio imunoenzimático (ELISA) e identificar as espécies de flebotomíneos presentes, possivelmente envolvidas no ciclo do parasito. Amostras de sangue de 489 cães foram submetidas à pesquisa de anticorpos anti-Leishmania sp. pela IFI e ELISA. Foram consideradas positivas as amostras que apresentaram título ³ 40 na IFI e densidade ótica ³ 0.174 no ELISA. Entre as amostras analisadas, 222 (45,4%) foram reagentes pela IFI e 189 (38,7%) pelo ELISA. Comparando-se os testes foram encontradas 176 amostras positivas (36,0%) e 254 negativas (51,9%) para ambas as técnicas. A sensibilidade do ELISA foi de 79,3% e a especificidade foi de 95,1%. O coeficiente global do teste foi de 87,0% com coeficiente Kappa de 0,75. A análise das variáveis para cães com sorologia positiva pela IFI demonstrou diferença significativa em relação à ausência de matas e ausência de convívio com outras espécies animais. Em cães sororeagentes pelo ELISA as variáveis que apresentaram diferença significativa foram o tipo de mata ciliar existente no ambiente, a ausência de lixo, o esgoto a céu aberto e lançado diretamente em rios ou córregos e do lixo lançado em terreno baldio, queimado ou enterrado. O resultado obtido com a captura dos flebotomíneos foi a predominância do Lutzomyia whitmani com 79,9% das espécies coletadas. Os resultados demonstraram que a LTA está amplamente disseminada na população canina do município de Bela Vista do Paraíso, e que tanto a IFI como o ELISA podem ser utilizados para o diagnóstico. Deste modo o cão apresenta-se como um elo entre o ciclo silvestre e o peridomiciliar da LTA, podendo tornar-se um sinalizador do agente no ecossistema da doença nesse ecossistema.
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