Abstract
O gênero Discolobium compreende leguminosas forrageiras nativas do Pantanal brasileiro, a maior área de terras naturalmente inundadas do mundo. Quase 80% das áreas do Pantanal são submetidas a alagamento durante a estação das chuvas, e nódulos no caule e nas raízes de Discolobium com altas taxas de fixação biológica do N2 resultam em teores elevados de proteína, representando um componente importante da dieta animal. Na natureza é possível reconhecer plantas de Discolobium por alguns sinais fenotípicos, como o tamanho, forma e pegajosidade dos folíolos e a morfologia dos frutos. Contudo, quando cultivadas em ambiente controlado, tais características não se expressam, dificultando a diferenciação entre as espécies. Neste estudo, o DNA de quatro espécies de Discolobium - D. pulchellum, D. psoraleaefolium, D. leptophyllume Discolobium sp. (espécie não identificada) - foi amplificado pela reação de PCR (Polymerase Chain Reaction) com oito primers do tipo microssatélite (SSRs, Simple Sequence Repeats), previamente identificados como efetivos para a diferenciação de cultivares de soja. Um desses primers, o Satt 251, detectou polimorfismo entre as espécies estudadas, permitindo a identificação correta das mesmas sob quaisquer condições ambientais. O emprego de marcadores moleculares em estudos com leguminosas tropicais de importância ecológica e ambiental, mas ainda pouco estudadas, como Discolobium spp., pode contribuir consideravelmente para o uso e preservação dessas espécies.

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