Este estudo analisa a gestão urbana em Manaus à luz do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), destacando a lacuna entre seu planejamento e a implementação efetiva. Apesar dos avanços no abastecimento de água, a cidade ocupa a 87ª posição no ranking nacional de saneamento, com baixos índices de esgotamento sanitário, comprometendo a saúde pública, a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental. O problema central investiga a efetividade do PMSB em aproximar Manaus da universalização dos serviços. Adotou-se uma abordagem qualitativa e exploratória, com levantamento bibliográfico e análise documental de relatórios oficiais e do PMSB. Os principais resultados evidenciaram que, embora o plano represente um avanço institucional, apresenta limitações relativas à desatualização e à ausência de integração entre os quatro componentes do saneamento básico. Verificou-se que as melhorias no abastecimento de água não foram acompanhadas pela expansão do esgotamento sanitário, revelando desequilíbrio entre a eficácia do planejamento e o monitoramento. A inexistência de diagnóstico atualizado compromete a formulação de ações compatíveis com as metas nacionais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 6. Portanto, recomenda-se a atualização do PMSB para consolidar políticas públicas eficazes, reduzir desigualdades históricas e assegurar o direito ao saneamento básico em Manaus.