O setor sucroenergético brasileiro desempenha um papel estratégico na economia nacional, destacando-se tanto pela produção de açúcar quanto pela geração de energia renovável, como o etanol, que contribui para a diversificação da matriz energética. Este artigo examina a atuação do Estado no desenvolvimento do setor, analisando políticas públicas como o Proálcool, criado para reduzir a dependência do petróleo durante crises energéticas. Além disso, aborda incentivos fiscais, subsídios e investimentos em infraestrutura que impulsionaram a modernização e a competitividade do setor no mercado global. Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios estruturais significativos, como a concentração fundiária, que limita a inclusão de pequenos produtores, e os impactos ambientais decorrentes da expansão agrícola, como desmatamento e uso intensivo de recursos naturais. Esses problemas evidenciam a necessidade de reavaliação das políticas públicas, visando promover maior justiça social, inclusão produtiva e práticas sustentáveis. Conclui-se que, para que o setor continue sendo um pilar estratégico do agronegócio brasileiro e contribua para o desenvolvimento sustentável, é essencial alinhar crescimento econômico a objetivos sociais e ambientais. Com políticas adequadas, o Brasil pode consolidar sua liderança global no setor sucroenergético, promovendo equilíbrio entre competitividade e sustentabilidade.