Mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2019) e Bacharel em Gestão e Análise Ambiental pela Universidade Federal de São Carlos (2016). Atualmente cursando Doutorado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Engenheiro Ambiental e Sanitarista formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atualmente é aluno de mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Graduado em engenharia ambiental pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Possui mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Apesar da extensa cobertura florestal nativa, usos como pastagem extensiva e cultivo florestal também estão presentes na Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira (APA-SM). Além disto, há também ausência de um plano de manejo, com pouco estudo ambiental sobre sua dinâmica de uso e ocupação. Este trabalho buscou avaliar a variação temporal da cobertura florestal para a APA-SM entre os anos de 1999 e 2017 utilizando interpretação de imagens orbitais dos sensores Landsat-5/TM e Landsat-8/OLI. A imagem de 1999 foi classificada com posterior atualização manual até o ano de 2017. Em seguida, buscando avaliar o nível de fragmentação das florestas nativas, foram adotadas métricas de paisagem nas imagens classificadas. Como resultado, foi diagnosticado um aumento da cobertura florestal (floresta nativa com floresta plantada) pela expansão e surgimento de novos fragmentos, enquanto que a conversão de florestas para outros usos foi baixa. Apesar disso, as florestas nativas apresentaram uma redução de seu percentual de cobertura em relação à cobertura florestal total e as métricas de paisagem evidenciaram fragmentação da floresta nativa. O significativo número de novos fragmentos de pequena extensão pode indicar, em determinados casos, prognóstico positivo para a classe de cobertura florestal nativa em crescimento, apesar da fragmentação do habitat.