Licenciada e Bacharel em Química, Doutora em Química Analítica, Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional em Ensino de Ciências Ambientais e Professora do Departamento de Ciências Exatas da Universidade Estadual de Maringá.
As nascentes urbanas tiveram seu ambiente ocupado ou degradado, devido ao advento do processo de urbanização no Brasil, sem considerar a sua importância para o abastecimento de água na superfície e no funcionamento do ciclo hidrológico. O objetivo desta pesquisa foi diagnosticar a situação ambiental das nascentes urbanas de Goioerê, PR, verificando se o contexto ambiental condiz com a legislação em vigor. O estudo foi realizado por meio de levantamento de dados em órgãos públicos, pesquisas em livros, artigos e leis, e também visita in loco para observação e avaliação da condição de conservação das nascentes. Foram mapeadas e avaliadas nove nascentes, sendo que uma foi considerada em bom Grau de Preservação (GP), mas com ausência de vegetação necessária para estar em total conformidade com a legislação; as demais apresentavam diversos problemas que as impediam de ser classificada em melhores índices, três ficaram classificadas em GP regular, duas ruim e três péssimo. Portanto, conclui-se que essas nascentes urbanas estão sofrendo impactos ambientais de ordem antrópica e estão em desacordo com a legislação, necessitando de ações de preservação, que sejam efetivadas de forma contínua por meio da interação das entidades públicas e a população local.