Lutas clandestinas, maternidades em dilema: memórias de mulheres militantes nas ditaduras civismilitares do Cone Sul
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2020v13n25p538Palavras-chave:
História da América Latina, Estudos de gênero, Ditaduras no cone sul, Militância política, MaternidadeResumo
Os temas que envolvem as memórias políticas de mulheres entraram definitivamente no horizonte das pesquisas históricas. Especial atenção tem sido direcionada aos testemunhos de mulheres militantes nos períodos das ditaduras civis-militares na América do Sul. Partindo do diálogo com essa produção recente da historiografia latino-americana, este artigo propõe analisar a relação entre memória, história, subjetividade e experiência a partir das questões de gênero que atravessaram as tensões e ambiguidades entre a militância política de mulheres nas organizações de esquerda e a maternidade como dilema desse processo. É dado o enfoque a dois países do Cone Sul em que profundas similaridades são percebidas, Brasil e Argentina. Adotando como fontes privilegiadas relatos autobiográficos, depoimentos e entrevistas publicados em livros e outros suportes, o artigo busca indicar a complexidade do assunto, colocando em evidência os matizes e a pluralidade de experiências e visões a respeito da militância em seu entrelaçamento com a maternidade.Downloads
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