Disrupção no Sistema Financeiro Brasileiro: uma análise a partir do Pix
DOI:
https://doi.org/10.5433/2447-1747.2026v35n1p191Palavras-chave:
Pix, sistema financeiro, disrupçãoResumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar a disrupção causada pelo Pix no sistema financeiro brasileiro, destacando seus efeitos na digitalização dos meios de pagamento e inclusão financeira. Criado pelo Banco Central, em 2020, o Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado e passou a fazer parte do cotidiano de grande parte da população brasileira, sendo importante na democratização do acesso a transações rápidas e gratuitas. A existência de 858 milhões de chaves cadastradas em junho de 2025 e a movimentação de cerca de 6,4 trilhões de reais no primeiro semestre de 2024 ilustram sua relevância no país em comparação as outras formas de pagamento como dinheiro, cheque, DOC, TED e cartões. Conclui-se que, apesar dos desafios em relação a golpes e fraudes, bem como a necessidade de acesso à internet e familiaridade com tecnologias digitais, o Pix representa uma transformação profunda no sistema financeiro brasileiro, alterando a forma como as instituições financeiras operam e como os serviços financeiros são acessados e utilizados no Brasil. Para tanto, utilizamos como procedimentos metodológicos a leitura de referências sobre o tema e a pesquisa de dados em instituições oficiais, como Banco Central do Brasil, para subsidiar nossa fundamentação teórico-conceitual e analítica.
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