"Todo artista tem de ir aonde o povo está". O movimento político das Diretas Já no Brasil - 1983-1984
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2015v8n15espp294Palavras-chave:
Regime militar, Memória, Imprensa, Redemocratização, Diretas-JáResumo
Inicialmente, este artigo tece comentários sobre a relação entre História do Tempo Presente e História Política, com objetivo de inserir o movimento político das Diretas Já, transcorrido no Brasil entre 1983 e 1984. O apoio à emenda Dante de Oliveira que propunha eleição direta para presidente ao sucessor do general João Batista Figueiredo tornou-se uma das principais manifestações políticas da história republicana brasileira. Partindo do pressuposto de ter sido um evento da conjuntura do final da ditadura militar, da luta por democracia e cidadania no país. As articulações políticas, a importância do retorno maciço da população como ator político, as manifestações em várias cidades e o papel da mídia foram elementos contemplados. Por fim, pretendem-se retomar questões acerca de memória e história de tal evento a partir da cobertura mídia impressa em 1994, dez anos após as manifestações que levaram milhões as ruas.Downloads
Referências
A FORÇA da indireta. VEJA, São Paulo, n. 804, p. 22, 1 fev. 1984.
AGULHON, Maurice. Mariana, objecto de "cultura"? In: RIOUX, Jean Pierre; SIRINELLI, Jean François (Org.). Para uma história cultural. Lisboa: Estampa, 1998. p. 111-122.
A SUCESSÃO à deriva. Veja, São Paulo, n. 800, p. 16, 4 jan. 1984.
BECKER, Jean-Jacques. Opinião pública. In: RÉMOND, René. (Org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: UFRJ, FGV, 1996. p. 178 -190.
BERSTEIN, Serge. Cultura política. In: RIOUX, Jean Pierre; SIRINELLI, Jean François (Org.). Para uma história cultural. Lisboa: Estampa, 1998. p. 349-363.
BORGES, Vavy Pacheco. História e política: laços permanentes. Revista Brasileira de História, São Paulo, n. 23-24, p. 7-18, 1995.
BRASIL. Constituição (1967). Constituição da República Federativa de 1967. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao67.htm. Acesso em: 12 ago. 2014.
BRASIL. Lei n. 6767, de 20 de dezembro de 1979. Modifica dispositivos da Lei nº 5.682, de 21 de julho de 1971 (Lei Orgânica dos Partidos Políticos). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/1970-1979/L6767.htm. Acesso em: 12 ago. 2014.
CARTA ao leitor. VEJA, São Paulo, n. 802, p. 19, 18 jan. 1984.
CARTA ao leitor. VEJA, São Paulo, n. 805, p. 19, 18 jan. 1984.
CARVALHO, José Murilo de. Entre Maria e Marianne: a figura feminina como símbolo da república brasileira. In: CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da república no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
CASTRO, Tarso de. Folha de São Paulo, São Paulo, 30 jan. 1984.
CHARTIER, Roger. A visão do historiador modernista. In: AMADO, Janaina; FERREIRA, Marieta de Moraes. (Org.). Usos & abusos da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996. p. 215-218.
CONTI, Mario Sergio. Notícias do planalto: a imprensa e Fernando Collor. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
CORRÊA, Marcos Sá. A velhice aos 20 anos. VEJA, São Paulo, p. 20-24, n. 813, 4 abr. 1984.
DARNTON, Robert; DUHAMEL, Olivier. (Org.). Democracia. Rio de Janeiro: Record, 2001.
FERNANDES, Florestan. Que tipo de república? 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.
FERREIRA, Marieta de Moraes. A nova "velha história" o retorno da história política. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p. 265-271, 1992.
FERREIRA, Marieta de Moraes. História oral: um inventário das diferenças. In: FERREIRA, Marieta de Moraes. (Coord.). Entrevistas: abordagens e usos da história oral. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1994. p. 1-13.
FICO, Carlos. Reinventando o otimismo: ditadura, propaganda e imaginário social no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1997.
FICO, Carlos; ARAUJO, Maria Paula. 1968: 40 anos depois: história e memória. Rio de Janeiro: Sette Letras, 2008.
FISHLOW, Albert. Uma história de dois presidentes: a economia política da gestão da crise. In: STEPAN, Alfred. (Org.). Democratizando o Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 137-197.
FRIAS FILHO, Otávio. A "Folha" e as diretas. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 31-36, jul./set., 1984. Entrevista concedida a Edison Nunes, Hamilton Cardoso e Marília Garcia.
GUIMARÃES, Ulysses. A restauração imediata do direito popular ao autogoverno - Sim. Folha de São Paulo, 25 de abril de 1984.
KOTSCHO, Ricardo. Explode um novo Brasil: diário da campanha das diretas. São Paulo: Brasiliense, 1984.
KUSHNIR, Beatriz. Nem bandidos, nem heróis: os militantes judeus de esquerda mortos sob tortura no Brasil (1969-1975). In: KUSHNIR, Beatriz. (Org.). Perfis cruzados: trajetórias e militância política no Brasil. Rio de Janeiro: Imago, 2002. p. 215-241.
LAMOUNIER, Bolivar. Apontamentos sobre a questão democrática brasileira. In: ROUQUIÉ, Alain et al. (Org.). Como renascem as democracias. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 118-145.
LAMOUNIER, Bolivar. O Brasil autoritário revisitado: o impacto das eleições sobre a abertura. In: STEPAN, Alfred. (Org.). Democratizando o Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 83-134.
LATTMAN-WELTMAN, Fernando; RAMOS, Plínio de Abreu; CARNEIRO, José Allan Dias. A imprensa faz e desfaz um presidente: o papel da imprensa na ascensão e queda do fenômeno Collor. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.
LEONELLI, Domingos; OLIVEIRA, Dante de. Diretas já: 15 meses que abalaram a ditadura. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2004.
LEMOS, Renato. Magalhães, Antônio Carlos (verbete biográfico). ABREU, Alzira Alves de et al. (Coord.). Dicionário histórico biográfico brasileiro: (1930-1995). (CD-ROM). 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2001.
LIMA, Venício Abreu de. Mídia: teoria e política. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2001.
MEYER, Marlyse; MONTE, Maria Lucia. Festa na política. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, v. 1, n. 3, p. 85-89, 1984.
MONTORO, André Franco. Dez anos do comício da Sé. Folha de São Paulo, São Paulo, 25 jan. 1994. Caderno Opinião, p. 1-3.
NAPOLITANO, Marcos. Representações políticas no movimento 'diretas já'. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 15, n. 29, p. 207-219, 1995.
NOVAES, Luiz A. Governadores oposicionistas oficializam campanha. Folha de São Paulo, São Paulo, 27 nov. 1983. Caderno Política, n. 1, p. 6.
O COMEÇO em Curitiba. VEJA, São Paulo, n. 802, p. 20, 18 jan. 1984.
O GRITO da Candelária. VEJA, São Paulo, n. 815, p. 22-31, 18 abr., 1984.
O GRITO dos mineiros. VEJA, São Paulo, n. 808, p. 20, 29 fev. 1984.
PEREIRA, Moacir. O golpe do silêncio. São Paulo: Global, 1984.
PINHEIRO, Paulo Sérgio. As diretas e o eterno regresso da conciliação. Folha de São Paulo, São Paulo, 24 abr. 1994.
REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura militar, esquerdas e sociedade. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2000.
RÉMOND, René. (Org.). Por uma história política. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, FGV, 1996.
ROSANVALLON, Pierre. Por uma história conceitual do político. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 15, n. 30, p. 9-22, 1995.
SIERRA, Roland M. A festa foi dos jovens. Folha de São Paulo, São Paulo, 17 abr. 1984. Caderno Política, p. 6.
SIRINELLI, Jean-François. Ideologia, tempo e história. In: CHAVEAU, Agnes & Tétard, Philippe (Org.). Questões para a história do presente. Bauru: Editora da Universidade do Sagrado Coração, 1999, p. 73-92.
SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Castelo a Tancredo. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.
TOSI, Alberto. A massa na praça: mobilização e conflito na campanha das 'diretas já'. Comunicação & Política, Rio de Janeiro, v. 1, n. 3, p. 163-178, abr./jun. 1995.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2015 Antíteses

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Antíteses adota política de acesso aberto e incentiva a ampla circulação do conhecimento científico. Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos publicados no periódico.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material), inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente atribuída a autoria.
Ao submeter um manuscrito à revista, os autores autorizam a publicação na Revista Antíteses e concordam com a sua publicização em nosso periódico, mantendo a titularidade dos direitos autorais sobre o trabalho.
A Revista Antíteses incentiva os autores a depositarem e divulgarem seus trabalhos publicados em repositórios institucionais, repositórios temáticos, páginas pessoais ou redes acadêmicas, como forma de ampliar a visibilidade e o impacto da produção científica. Nesses casos, recomenda-se que seja preferencialmente indicado o link de acesso ao artigo diretamente na página da revista, garantindo a identificação da publicação original.
Essa política busca promover a circulação do conhecimento científico, respeitando os princípios do acesso aberto e da atribuição adequada da autoria.
A Revista Antíteses oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público contribui para a democratização do saber





