O Programa Bolsa Família e o aumento da fome e da pobreza no Norte Pioneiro do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.5433/2447-1747.2022v31n2p1Palavras-chave:
Insegurança Alimentar, Miséria, COVID-19, Políticas públicas.Resumo
A pandemia da COVID-19 intensificou o fenômeno da fome, o vírus não atingiu apenas o setor da saúde, mas também o setor econômico do Brasil, deixando milhares de brasileiros desempregados, colocando-os em situação de extrema pobreza e, consequentemente, em situação de fome. Objetivou-se nesta pesquisa analisar o aumento da fome e da pobreza na região do Norte Pioneiro do estado do Paraná no ano pandêmico de 2020. Os instrumentos metodológicos utilizados na pesquisa foram: pesquisa bibliográfica, pesquisas em órgãos governamentais, coleta de dados secundários, utilização de SIG e elaboração de equações para determinar a porcentagem de pessoas atendidas pelo Programa Bolsa Família e pelo Auxílio Emergencial. No ano de 2020 a região do Norte Pioneiro do Paraná possuía 554.119 habitantes, sendo que, de acordo com o Ministério da Cidadania, 87.324 pessoas foram atendidas pelo Programa Bolsa Família, o que equivale a 15,75% da população. O mais preocupante é que estavam cadastradas no Cadastro Único 87.155 famílias, equivalendo a vivendo com menos de meio salário-mínimo. Ações governamentais específicas de combate à pobreza e à fome deveriam ter máxima prioridade no país e deveriam perseguir essencialmente o aumento da renda dos mais pobres.Downloads
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