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Artigos

v. 28 n. 2 (2019)

Diagnóstico ambiental a partir da declividade, erosividade, erodibilidade e o Índice SAVI no semiárido piauiense: estudo de caso no município de Juazeiro do Piauí

DOI
https://doi.org/10.5433/2447-1747.2019v28n2p27
Enviado
novembro 6, 2018
Publicado
2019-07-06

Resumo

O estudo objetivou caracterizar os componentes ambientais e avaliar e realizar diagnóstico do estado do meio natural do município de Juazeiro do Piauí, a partir das variáveis biofísicas. O estudo empregou metodologia quantitativo-qualitativa e abordagem descritiva, com emprego do Diagnóstico Físico Conservacionista (DFC) e os programas computacionais USUAIS e QGIS. Desse modo, delineou-se o valor mínimo 6 para representar a melhor qualidade ambiental e o valor máximo 19 para o pior estado de conservação. A área estudada assenta-se sobre as formações geológicas sedimentares Cabeças (78,2%) e Pimenteiras (21,8%). O relevo apresenta altitudes que variam de 100 a 260 metros, predominando declividade plana a suave ondulada. O município é cortado pelos rios Poti e Parafuso e riacho Vertente e possui precipitações que oscilam entre 900 a 1.200 milímetros. Foram identificadas as seguintes subordens de solos: Latossolos Amarelos (44,6%), Neossolos Litólicos (39,2%), Neossolos Quartzarênicos (13,1%) e Planossolos Háplicos (3,1%). Esses solos são recobertos por estrato herbáceo a arbóreas mais encorpadas e cerrado rupestre. A fórmula descritiva do DFC apontou aumento da degradação ambiental no município de Juazeiro do Piauí da ordem de 1.067 unidades, considerando-se os anos de 1997 (11.448) e 2016 (12.515). Esse aumento possivelmente está associado à dinâmica das atividades econômicas e oscilações climáticas, que interferem no crescimento da cobertura vegetal. Logo, os dados devem ser tomados como elementos-chave para o planejamento territorial e a gestão e recuperação do quadro ambiental do município.

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